BAGELS AO PEQUENO-ALMOÇO



Hoje apeteceu-me repetir esta receita que já tinha experimentado há uns anos e que nunca cheguei a publicar (as fotos são dessa altura).
Apesar de actualmente serem associados ao pequeno-almoço dos Nova Iorquinos são originários dos judeus da Europa de Leste.
Pessoalmente adoro comê-los torrados. Basta retirá-los directamente do congelador (onde foram guardados já cortados ao meio) e introduzir na torradeira. A sua textura característica (exterior brilhante e esponjoso e interior denso e tenro) resulta do facto de serem previamente escalfados em água antes de irem ao forno.

O único local onde se encontram à venda (na versão simples e com sementes) , pelo menos que eu saiba, é na padaria do Corte Inglés. Mas não há razão para não se poderem fazer em casa, sobretudo porque a receita que aqui trago também pode ser adaptada às Máquinas de Fazer Pão utilizando-se o programa Massa, o que reduz consideravelmente todo o processo de preparação.

INGREDIENTES

500 g de farinha  de espelta
1 1/2 c.de sopa de açúcar
350 ml de água
2 c. de chá de fermento seco (ou 15 g de fresco)
1 1/2 de chá de sal
sementes de sésamo e de papoila q.b. para polvilhar

Misturar o fermento e o açúcar com 100 ml da água numa taça. Aguardar cerca de 5 min. Deitar a farinha para uma taça grande e envolver o sal. Fazer uma cova no centro e verter a água com o fermento. De seguida, adicione mais 125 ml da água e misture bem com a farinha. A restante água vai-se adicionando gradualmente até obter uma massa firme e húmida.
Deitar a massa numa superfície de trabalho polvilhada de farinha. Amassar cerca de 10 min. até ficar macia e elástica. Se necessário adicionar mais farinha para amassar melhor.
Formar uma bola e colocar a massa numa taça untada, virando-a para a revestir. Cobrir com um pano de cozinha. Deixar levedar cerca de 1h ou até duplicar de tamanho. Retire da taça e deixe em repouso mais 10 minutos. Cortar em 8 pedaços. Tender cada pedaço numa bola. Inserir um dedo enfarinhado no centro de cada uma, esticando e alargando esse buraco.
Colocar os bagels num tabuleiro de ir ao forno levemente untado (uso um tapete de silicone). Cobrir com um pano húmido e deixar descansar durante 10 minutos. Entretanto levar água a ferver numa panela grande e quando começara ferver reduzir o lume. Deitar dois bagels de cada vez, nessa água, com uma escumadeira, e ferver cerca de 1minuto até subirem à superfície, virando-os uma vez. Retire e deixe escorrer num tabuleiro de rede ou grelha.
Tranferir os bagels escorridos para o tabuleiro de ir ao forno, pincelar com água (ou clara de ovo) , polvilhar com as sementes e levar a cozer durante 20 minutos em forno pré-aquecido a 200º-220º até ficarem dourados.

MINI-BRIOCHES E ERVA MATE

Pronto reconheço que estes bolinhos/queques/muffins/o que quiserem chamar-lhe foram um pretexto para pôr em destaque a minha taça própria para degustar chá de erva-mate...não é linda?
"De acordo com uma lenda da América do Sul a Erva Mate foi o prêmio dado pelos deuses a um herói guerreiro que abateu em luta justa um enorme jaguar. O deus fez nascer a planta e ensinou a usar a bebida para recuperar as forças. Mais para o Sul os charruas contam que um enviado de Tupã, em agradecimento à hospitalidade de Itabaetê e sua filha Yarí, presenteou-os com uma planta "repleta de folhas verdes, donde se desprendia um perfume de bondade, talvez o mesmo perfume de Tupã". Disse ainda Deus à Yiarí - "serás a protetora das florestas que haverão de surgir. Os guerreiros provarão a mesma delícia de teu carinho ao sorver esta bebida: as caminhadas de guerra serão menos fatigantes e os dias do descanso mais felizes".

Desde então a erva mate (Caa Yiarí) passou a ser a principal bebida dos povos do sul e centro sul do país, e também dos países vizinhos, Uruguai, Argentina, Paraguai e Bolívia.
Tradicionalmente, a folhagem verde seca e moída é colocada numa cuia de cabaça, também chamada de porongo ou purunga, com uma bomba - o tubo de prata alargado na ponta em forma de coador ( o que estão a ver na imagem). Vertendo-se água fria, toma-se o tererê. Vertendo-se água quente toma-se o mate ou o chimarrão.
O tererê ou chimarrão são complemento de sociabilidade, ou seja, deve-se tomar acompanhado de outras pessoas e obedecendo a certo ritual:
Colocar o mate na cuia até ocupar 2/3; acomodar a erva de um lado da cuia; colocar no fundo da cuia, água fria ou morna, só molhando o fundo. Deixar até que a erva fique inchada. Tapar o bocal do tubo de prata com o polegar e levar até o fundo da cuia. Encher a cuia com água quente (nunca fervida). O mateador (eu fiz isso...eh eh eh) sorve e cospe a primeira infusão porque é muito amarga. Volta a encher a cuia e é o primeiro a beber. Enche de novo e oferece a primeira pessoa a sua direita...voluntários ;)?
Para ficarem a conhecer as propriedades deste chá consultem o link abaixo.

E agora o acompanhamento...
 
INGREDIENTES
1 iogurte de soja natural
3 ovos
1/2 caixa do iogurte de azeite
1  caixa  "      "  de açúcar integral (usei demerara)
3 caixas "      "   de farinha de trigo T65
1 saqueta de fermento
1 tablete de chocolate preto (100 g)
1 pitada de sal
Deitar o iogurte numa taça, juntar os ovos e o azeite e de seguida o açúcar, o sal, a farinha e o fermento. Misturar até envolver tudo. Colocar uma colher de sopa em cada uma das formas e por cima um quadrado de chocolate. Cobrir com outra colher de sopa da massa. Levar a cozer cerca de 10 min.  no forno pré aquecido a 180º.           

MUFFINS DE MILHO E UM DOCE INESPERADO


Estes muffins são a versão mini do pão de milho tradicional. Por isso sintam-se à vontade para o fazer numa versão pão-de-forma para fatiar. Tem um sabor quase neutro que combina na perfeição com qualquer coisa doce ou então como acompanhamento de refeição salgada, bastando para isso retirar-lhe o açúcar e acrescentar azeitonas picadas, pimento, ou qualquer erva, à massa.
Desta vez foram a tela perfeita para um doce feito com bagas de sabugueiro apanhadas nas traseiras da igreja perto de minha casa. É verdade, em Lisboa existem muitas árvores de fruto desperdiçadas e faz-me pena deixar estragar em tempo de crise.

Mas atenção, não se ponham para aí a recolher frutos pela cidade sem ter a absoluta certeza de que são comestíveis...no caso dos sabugueiros existem alguns arbustos semelhantes mas cujas bagas são tóxicas.


Quando apanhava as bagas vinha-me à ideia a quantidade de pessoas desocupadas que preferem pedir esmola o dia inteiro com um ar estudadamente sofredor, sentadas a observar aqueles que correm para os empregos e regressam ao fim do dia para as suas casas também a correr para fazer o jantar...


Ingredientes (para 12 muffins)

125 g de farinha de milho (1/2 cháv.)
250 g de farinha de trigo T65 (1 cháv.)

50 g de açúcar (1/4 cháv.)

15 g de fermento p/ bolos (1 colh. sopa)

5 g de sal (1 c. de chá)

375 ml de leite (1 1/2 cháv.)

175 g de manteiga (3/4 cháv.)

2 ovos

Aquecer o forno a 200º. Untar 12 forminhas (não é necessário se usar de silicone) ou uma forma de bolo inglês (se optar por fazer um pão). Misturar as farinhas, o açúcar, o fermento e o sal. Bater os ovos, levemente, à parte. Adicionar o leite e a manteiga, previamente derretida e arrefecida. Mexer bem. Juntar esta mistura à das farinhas. Colocar nas formas. Levar ao forno cerca de 18-20 min. até ficarem ligeiramente douradas. Se for pão aumentar o tempo cerca de 5-7 minutos.

TARTE DE ABÓBORA E TOFU COM ESPECIARIAS






A minha cozinha foi invadida por abóboras de todos os tamanhos e feitios. Sempre que consigo arranjar tempo ( e força...) agarro num daqueles gigantes e transformo-me num verdadeiro Hércules da cozinha com uma faca gigante e reduzo-as a inofensivos cubinhos bem comportados que guardo na minha arca congeladora à espera de inspiração. Desta vez lembrei-me do livro de Rose Elliot "O Chef da Cozinha Vegetariana" e resolvi repetir uma receita que já tinha experimentado há dois anos nesta época do Natal.
A Rose Elliot é uma cozinheira "colorida" como eu gosto e está a anos luz da oferta que existia para os vegetarianos, macrobióticos e vegans quando eu tinha dezoito anos...altura em que este tipo de alimentação era "cinzento" e triste e a oferta quase inexistente.
O aroma e o sabor das especiarias é fundamental para enriquecer este doce.

INGREDIENTES

massa:

.300 g de farinha integral fina de trigo

.150 g de manteiga ou margarina vegan (i.e. vegetal)

.1/2 colh. de chá de sal

.água fria (usei três colh. de sopa)

.açúcar em pó para polvilhar (usei demerara mascavado claro pulverizado na bimby)

.leite de soja ( usei 3 colh. de sopa)
.canela moída para polvilhar


recheio:

.500 g de abóbora cozida

.275 g de tofu

.125 g de açúcar amarelo (usei o mesmo referido em cima)

.1 colh. de sopa de melaço de cana

.1 colh. de sopa de canela
.1/2 colh. de chá de gengibre moído

.1/2 colher de chá de raspa de noz moscada

Cozi a abóbora em cubos e enquanto escorria misturei a farinha a manteiga e o sal na bimby durante 1 min na vel. espiga e depois uns segs. na vel.6 até ficar com aspecto de migalhas de pão grossas ( pode-se misturar com os dedos numa tigela). Depois juntei a água e bati na vel.6 até formar uma massa moldável. Coloquei esta sobre um tapete de silicone estendi-a em forma de círculo e coloquei-a numa forma de fundo amovível (de cerâmica e lados de silicone) ajustando-a bem e cortando o excesso ( que reservei).
Depois misturei a abóbora com os outros ingredientes do recheio e reduzi tudo a puré no copo da bimby à vel.5 durante uns segs. que introduzi na forma alisando a parte de cima.Voltei a amassar (à mão) os restos de massa estiquei e pincelei com leite de soja e polvilhei com açúcar e canela. Cortei às tiras e coloquei por cima do recheio atravessadas.
Foi a cozer em forno pré-aquecido a 180º durante 40 min. A cobertura tem que ficar estaladiça.

Pode comer-se quente ou frio.
Pessoalmente acho que fica óptimo ligeiramente aquecido com natas de soja ou gelado ou iogurte e até mousse de lima.
NOTA: podem experimentar utilizar massa folhada ou massa filo em alternativa à massa que aqui refiro.

GIRLS COCKTAIL

  Este post deveria ter sido publicado há muito tempo, mas por alguma razão esqueci-me de o fazer. Não sou grande apreciadora de bebidas alcoólicas, salvo raras excepções e sempre dentro de limites aceitáveis. Surgiu-me a ideia após ter comprado esta garrafa para oferecer a uma amiga e por ter achado interessante a combinação de sabores (vodka, cognac, lichias e framboesas) e sobretudo por ter um reduzido teor alcoólico. Bem...na verdade, quem conseguiria resistir a esta coisa tão cor-de-rosa a chamar pelo que de mais feminino existe em cada uma de nós?
Com a ajuda (e o ar de gozo) do meu irmão enólogo, relativamente ao cálculo das proporções inventei este cocktail que partilhei com a minha irmã Ana e a minha cunhada Carla...cheers para nós as girls !!!

Quantidades para 3 taças:

90 cl da bebida da garrafa (..ou mais se quiserem ficar muuuuiiiito alegres)
1 pacotinho de polpa de goiaba congelada (só para tornar a coisa mais inócua)
água tónica  q.b.
1 colh.de sopa de sumo de limão (ou lima)
amoras (para decorar)

Molhar os bordos de cada uma das taças com sumo de limão e de seguida rodá-los sobre um recipiente contendo um pouco de açúcar (...para dar aquele toque especial...). Triturar a polpa da fruta (ainda congelada) na Bimby (ou outro processador) juntamente com a bebida. Distribuir em partes iguais pelas taças. Juntar um pouco de água tónica e umas gotas de limão a cada uma. Decorar com uma ou duas amoras.