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TARTE DE ABÓBORA E TOFU COM ESPECIARIAS






A minha cozinha foi invadida por abóboras de todos os tamanhos e feitios. Sempre que consigo arranjar tempo ( e força...) agarro num daqueles gigantes e transformo-me num verdadeiro Hércules da cozinha com uma faca gigante e reduzo-as a inofensivos cubinhos bem comportados que guardo na minha arca congeladora à espera de inspiração. Desta vez lembrei-me do livro de Rose Elliot "O Chef da Cozinha Vegetariana" e resolvi repetir uma receita que já tinha experimentado há dois anos nesta época do Natal.
A Rose Elliot é uma cozinheira "colorida" como eu gosto e está a anos luz da oferta que existia para os vegetarianos, macrobióticos e vegans quando eu tinha dezoito anos...altura em que este tipo de alimentação era "cinzento" e triste e a oferta quase inexistente.
O aroma e o sabor das especiarias é fundamental para enriquecer este doce.

INGREDIENTES

massa:

.300 g de farinha integral fina de trigo

.150 g de manteiga ou margarina vegan (i.e. vegetal)

.1/2 colh. de chá de sal

.água fria (usei três colh. de sopa)

.açúcar em pó para polvilhar (usei demerara mascavado claro pulverizado na bimby)

.leite de soja ( usei 3 colh. de sopa)
.canela moída para polvilhar


recheio:

.500 g de abóbora cozida

.275 g de tofu

.125 g de açúcar amarelo (usei o mesmo referido em cima)

.1 colh. de sopa de melaço de cana

.1 colh. de sopa de canela
.1/2 colh. de chá de gengibre moído

.1/2 colher de chá de raspa de noz moscada

Cozi a abóbora em cubos e enquanto escorria misturei a farinha a manteiga e o sal na bimby durante 1 min na vel. espiga e depois uns segs. na vel.6 até ficar com aspecto de migalhas de pão grossas ( pode-se misturar com os dedos numa tigela). Depois juntei a água e bati na vel.6 até formar uma massa moldável. Coloquei esta sobre um tapete de silicone estendi-a em forma de círculo e coloquei-a numa forma de fundo amovível (de cerâmica e lados de silicone) ajustando-a bem e cortando o excesso ( que reservei).
Depois misturei a abóbora com os outros ingredientes do recheio e reduzi tudo a puré no copo da bimby à vel.5 durante uns segs. que introduzi na forma alisando a parte de cima.Voltei a amassar (à mão) os restos de massa estiquei e pincelei com leite de soja e polvilhei com açúcar e canela. Cortei às tiras e coloquei por cima do recheio atravessadas.
Foi a cozer em forno pré-aquecido a 180º durante 40 min. A cobertura tem que ficar estaladiça.

Pode comer-se quente ou frio.
Pessoalmente acho que fica óptimo ligeiramente aquecido com natas de soja ou gelado ou iogurte e até mousse de lima.
NOTA: podem experimentar utilizar massa folhada ou massa filo em alternativa à massa que aqui refiro.

PÃEZINHOS EM MANHÃ DE SOL ENVERGONHADO


Esta receita de pãezinhos que eu costumava fazer no forno eléctrico é conhecida como "pão de minuto" porque tem a particularidade de não precisar de levedar. Daí utilizar-se o fermento para bolos (que é mais rápido) e não o de padeiro.
Apesar de hoje o Sol matinal não estar no seu melhor dia resolvi arriscar e pelos vistos tive sorte.

Ingredientes1 e 1/2 cháv. de farinha de trigo integral
1/2 cháv. de farelo de aveia
1 cháv. de água
2 colh. de sopa de leite de soja
2 colh. de sobrem. de açúcar mascavado
2 colh. de sopa de sementes de sésamo
1 colh. de chá de fermento em pó
1/2 colh. de chá de sal

Misturar todos os ingredientes sem amassar muito. Juntar mais farinha se necessário para modelar os pãezinhos. Colocá-los em tabuleiro untado e enfarinhado.
Em forno eléctrico (180º) cozem em cerca de 25 min.
No forno solar demoraram 35 min.
Provei ainda morno com manteiga de amêndoa...são servidos?
Esta massa rendeu 12 pães pequenos

FORNO COM VISTA SOBRE O RIO TEJO...














Nem todos os fornos se podem gabar de ter uma vista desafogada como esta. Recém chegadinho a minha casa não podia estar melhor posicionado. Vê o sol nascer, conversa com os passarinhos no fresco da tarde e à noite dorme sob as estrelas.
Resolvi colocá-lo no terraço do meu sotão, que é virado a sul, por cima de uma mesa e nem sequer necessito de usar o espelho lateral (é a versão tropical no seu melhor!).
A primeira coisa que fiz foi limpá-lo e colocar lá dentro um tacho com água para ferver e assim tirar o cheiro a "novo" e deixar arejar.
Depois comecei por assar umas batatas doces que já tinha em casa. Ficaram deliciosas.
A seguir, já menos timidamente, resolvi arriscar uma tarte improvisada sob o olhar céptico do resto da família.
Como já tinha deixado o forno aberto ontem, ele começou a aquecer logo que o sol apareceu. Hoje, antes de sair de casa coloquei lá dentro a tarte (já estava bem quente) e fui embora.
Ainda não estou muito familiarizada com os tempos, mas como sei que não existe o perigo de esturricar saí descansada. A tarte supostamente estava planeada para o jantar mas à hora de almoço já se podia ter comido.


A filosofia disto é basicamente esta: preparar os alimentos para serem cozinhados (com energia à borlix ), confiar na generosidade do sol português , perguntarmo-nos a nós próprios porque raio é que temos que fazer tudo à pressa se devagar também se chega lá e espantarmo-nos com a ausência de fornos destes em todas as varandas e janelas lusas.
Obrigada Rute por partilhares connosco o teu entusiasmo por estas novidades e por teres a capacidade e a energia para me contagiares sempre irreversivelmente!
Por pouco esquecia-me de dizer que ingredientes usei na tarte:
A base (massa quebrada) foi feita com farinha integral (300g), manteiga vegetal (120g), água (cerca de 70 cl), uma pitada de sal.
O recheio foi um aproveitamento de restos: feijão verde cozido, ervilhas, pimento vermelho cortado às tiras, castanha do maranhão picada grosseiramente, ovos batidos com natas de soja. Polvilhei com coentros (que perderam a cor...).

SONHOS DE COUVE-FLOR


Estes "sonhos" habitualmente são fritos em óleo. Como não sou muito adepta de fritos resolvi fazê-los na Actifry (apenas pincelada com uma colher de sobremesa de azeite). São ideias para servir como entrada ou como acompanhamento.

INGREDIENTES

1 couve-flor média cozida (enchi uma cháv. almoçadeira)
2 ovos
1/4 de cháv. de farinha integral
1 colh de chá de fermento royal
sal marinho q.b.
1 colh. de chá de caril
1 c. de sopa de azeitonas verdes picadas
1 c. de sopa de cebolinho picado
sumo de limão q.b. (provar de acordo com o gosto)

Cozi a couve-flor a vapor e reservei.
Bati os ovos (na bimby vel 5) e acrescentei a couve flor (envolvi da vel.5/6- aqui podemos optar por reduzir a couve-flor a puré ou então deixar apenas triturada em pedacinhos). Temperei com sal, caril e sumo de limão (verifiquei os temperos). Juntei o cebolinho e as azeitonas picadas. Acrescentei lentamente a farinha e o fermento na vel.3/4 (tendencialmente não necessitamos de usar toda a farinha) envolvendo bem.

Depois de barrar a Actifry com azeite e ter retirado a pá (substituindo-a por uma forminha metálica virada para baixo) liguei-a vazia por 5 min. Depois espalhei várias porções de massa (cerca de 9), com uma colher de sopa deixando cozinhar cerca de 10/12 min. até alourar (virei a meio). Repeti a dose com a restante massa.

E agora...a propósito da couve-flor que, assim como as couves-de-bruxelas é sempre olhada com um certo desdém aqui vai uma brejeirice que uma amiga minha me enviou :

MISSI ROTIS






Não parece mas é um pão. Tem este aspecto de bolacha porque não lhe foi adicionado nenhum fermento. Foi feito com uma mistura de farinha de grão-de-bico (besan como é conhecida no Norte da Índia) e com farinha de trigo integral.

INGREDIENTES
1 cháv. de farinha de grão de bico
1 cháv. de farinha integral
1/2 colh. de chá de chilli em pó (pode tb usar-se 1 chilli fresco cortado e s/ sementes)
1 cebola pequena picada
1 colh. de sobremesa de coentros picados
1/2 colh. de chá de curcuma em pó (açafrão da índia)
1 colh de chá de sal
1 colh. de sopa de ghee (manteiga clarificada) derretida (ou outra se não quiser usar esta)
1/2 cháv. de água morna

Primeiro triturei o grão-de-bico seco na Bimby (vários toques Turbo e depois vel.6/7/8) até transformá-lo em farinha (pode já comprar feita).
Retirei para uma tigela e adicionei-lhe a farinha integral , o chilli, a cebola, coentros, açafrão, sal e a manteiga derrretida envolvendo tudo muito bem. Acrescentei a água morna, progressivamente até obter uma massa flexível. Amassei-a num tapete de silicone (quem não tiver, coloca a massa numa superfície polvilhada com farinha) até ficar macia.
Deixei repousar 1 h numa tigela ligeiramente untada e tapada com película aderente também untada.
Passado aquele tempo dividi a massa em partes iguais (10) e dei-lhes a forma de bolas. Estiquei cada uma delas com um rolo dando-lhes uma forma circular e pincelei-as (com um pincel de silicone) de ambos os lados com ghee derretida. Foram cozidas numa frigideira anti-aderente cerca de 1 min (ou menos) de cada lado. Voltei a pincelar cada uma, de ambos os lados, à medida que ia retirando da frigideira. Ainda assim sobrou manteiga.

Na receita original cada roti é maior e tem um aspecto mais engordurado.

Acompanhei com legumes assados no forno (beringela, pimentos vermelhos e cogumelos).

PÃO DE MEL COM SEMENTES DE PAPOILA




Mais uma estreia...com o doce do mel...
Esta receita foi adaptada da revista (versão bolso) Cozinha Semanal Vegetarina (que está à venda todas as Quartas-feiras nos quiosques).

INGREDIENTES

200 g de farinha de trigo integral
100 g de farinha de trigo (eu usei a t65)
50 g de gérmen de trigo
1 dl de óleo (eu usei azeite)
80 g de mel (usei mel de urze, rosmaninho e castanheiro)
30 g de fermento de padeiro (usei daqueles cubinhos que se vendem no continente)
1 dl de leite (usei de soja pq. a receita não especifica)
sal (1 colh de chá )
1 gema
1 colh de chá de sementes de papoila (usei de sobremesa)

Preparação segundo a receita original:

Misturar todos os ingredientes numa tigela à excepção da gema e das sementes de papoila. Amassar até obter uma massa homogénea. Se ficar demasiado líquida juntar mais um pouco de farinha e voltar a amassar.
Deixar levedar durante cerca de uma hora e moldar uma bola redonda. Transferir a massa para uma forma redonda untada e enfarinhada. Pincelar com a gema batida e polvilhar com as sementes. Levar ao forno a 200º durante cerca de 35 min.

Como eu fiz (porque tinha que sair de casa):

Pesei as farinhas e o gérmen de trigo e misturei bem numa taça com o sal. Pesei os outros ingredientes e foi introduzindo na cuba da MFP pela seguinte ordem: leite, óleo, mel, fermento (previamente diluído num pouco de água), e farinha. Liguei a máquina e programei para a função MASSA (1h30m)...e sai a correr de casa...
Quando voltei retirei a massa de dentro da cuba e segui os passos da receita original e levei o pão a cozer por cima de um tapete de silicone dentro de um tabuleiro quadrado.


Comi ao pequeno-almoço sem nada, apesar de na revista se sugerir que se barrem as fatias com manteiga de amendoim.
O pão é muito saboroso e é uma variante saudável para irmos alternando as nossas refeições matinais. Quem não gostar do sabor (um pouco mais forte do azeite) substitua por óleo de milho ou outro cujo sabor não se destaque.