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HAMBURGUERES CRUDÍVOROS DESIDRATADOS











Eu tinha avisado que as beringelas estavam em grande cá por casa...quando não precisamos de comprar os ingredientes ficamos mais afoitos nas experiências culinárias...
Pareceu-me perfeita esta receita para concretizar tudo o que já li sobre o crudivorismo e não há nada como a tentativa /erro para consolidarmos os nossos conhecimentos.
Tive sorte, parece que não correu mal.
Estes hamburgueres poderiam ter sido desidratados no forno solar mas desta vez optei pelo desidratador.

INGREDIENTES

1 1/2 c. de sopa de azeite
1 c. de sopa de shoyu
1/2 c. de sopa de pasta de ameixa (umeboshi)
1/2 c. de sopa de vinagre de maçã
2 cháv. de cogumelos picados (qualquer variedade)
1 cháv. de beringela picada
1/2 cháv. de amêndoas (previamente demolhadas 8-12 h)
1/2 cháv. de sementes de abóbora (previamente demolhadas 8-12 h)
1/2 c. de sopa de coentros
2 cebolinhos picados (ou aipo)
1 dentes de alho
1/2 cháv. de salsa
pimenta preta q.b.
sal q.b. (eu não usei)
Misturar numa taça o azeite, o shoyu, a pasta de ameixa e o vinagre de maçã. Envolver os cogumelos e a beringela nesta marinada e deixar repousar 15 a 20 min.
Picar as amêndoas, as sementes de sésamo e os coentros mas sem transformar em pasta. Picar novamente as beringelas e os cogumelos (escorrendo primeiro o líquido da marinada) juntamente com o cebolinho, a salsa e o alho mas não demasiado. Usei sempre a Bimby para estas operações.
Misturar todos os ingredientes e juntar pimenta . Aqui , neste passo, é preciso ter muito cuidado porque a desidratação potencia todos os sabores, nomeadamente o salgado, por isso optei por não adicionar sal nenhum.
Moldar a mistura na forma de hamburgueres (ou almôndegas se preferirem) e levar ao desidratador durante 8 a 12 horas até formar uma crosta do lado de fora ou menos tempo se os preferirem mais húmidos (em "sangue"...ihihihih).

Quem não tiver forno solar ou desidratador pode utilizar o forno convencional da seguinte forma:
Liga o forno na temperatura mais baixa (40º ou 50º) e deixa aquecer. Desliga e introduz os hamburgueres até o forno arrefecer. Retirar e repetir esta operação até estarem "no ponto" desejado. Parece complicado mas esta solução foi só para explicar que nada nos pode demover...existem sempre alternativas.
Dificilmente optarei um dia pela alimentação crudívora em exclusivo, muito embora reconheça a importância do valor enzimático dos alimentos. Mas esporadicamente para desintoxicação do organismo não há melhor.
Quem sabe talvez se um dia for viver para uma ilha deserta com o meu Robinson...

IOGURTE CRU DE AMÊNDOA





A minha experiência no mundo do crudivorismo, exceptuando a germinação de sementes e leguminosas caseira, por enquanto ainda está numa fase de apreensão e assimilação de conhecimentos.

Quando era criança e a minha fértil imaginação estava no seu auge mais delirante, lembro-me que levava os meus tachinhos para o quintal e apanhava as folhas e ervas e fazia uma pastas salpicadas de pólen das flores e obrigava os meus irmãos a comer aquilo. A preocupação estética não era desprezada porque os repastos vinham sempre muito bem apresentados em mini-pratinhos com os respectivos talheres do tamanho dos nossos dedos pequenos.

Quem sabe o meu fascínio pela cozinha e alimentação em geral não tenha sido semeado nessa altura...

Para quem ainda não sabe, e de forma muito resumida (vale a pena saberem mais acreditem) os adeptos da alimentação crudívora preconizam a ingestão de alimentos no estado em que a natureza os produz, excluindo qualquer tipo de cozedura.

Defendem que o instinto alimentar deve ser redescoberto uma vez que os nossos gostos e apetências foram prevertidos pela transformação dos alimentos e dos vários métodos culinários.

Acreditam que fomos geneticamente programados para consumirmos os alimentos sem qualquer tipo de cozedura ou de transformação, adição de sal, de pimenta ou de açúcar.

Eu não sou assim tão radical, até porque tenho uma opinião relativa à necessidade de cozinhar certo tipo de alimentos para os podermos mais facilmente assimilar, mas sinto bastante afinidade com a grande maioria dos seus argumentos.

Por outro lado gosto da forma como procuram aproximar-se da simplicidade das técnicas dos nossos antepassados aproveitando os recursos da natureza sem os esgotar e ainda assim conseguirem obter resultados de fazer crescer água na boca.

Se não tivermos um espírito suficientemente aventureiro para sair do que nos é oferecido como um dado adquirido, recusando preconceituosamente a diferença, nunca iremos ter oportunidade de enriquecer espiritual e culturalmente com os pontos de vista das pessoas que se vão cruzando connosco na vida.
Considero esta receita de iogurte um exemplo perfeito do charme dos crudívoros que conseguem revolucionar completamente a nossa visão industrializada da alimentação.

A matéria prima também é totalmente caseira (das minhas amendoeiras).

INGREDIENTES (para 6 iogurtes)

.amêndoas (300 g)
.água (450 ml)

Tirar a casca às amêndoas (caso ainda tenham) e deixar de molho em água à temperatura ambiente, com a pele, algumas horas (eu deixei de um dia para o outro) . No dia seguinte escorrer a água e retirar a pele (à mão ou com a ponta de um faca) que sairá facilmente. Lavar e escorrer. Triturar num processador, acrescentar a água e continuar a triturar até formar uma pasta homogénea semi-líquida. Deixar este preparado fermentar num recipiente (coberto com um pano), à temperatura ambiente cerca de 8 h.Verter o iogurte em frascos (ou deixar no mesmo recepiente) e levar ao frigorífico 1 h antes de consumir.Quem quiser pode adicionar xarope de ácer para adoçar.
Engana qualquer um...não acham?