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FORNO COM VISTA SOBRE O RIO TEJO...














Nem todos os fornos se podem gabar de ter uma vista desafogada como esta. Recém chegadinho a minha casa não podia estar melhor posicionado. Vê o sol nascer, conversa com os passarinhos no fresco da tarde e à noite dorme sob as estrelas.
Resolvi colocá-lo no terraço do meu sotão, que é virado a sul, por cima de uma mesa e nem sequer necessito de usar o espelho lateral (é a versão tropical no seu melhor!).
A primeira coisa que fiz foi limpá-lo e colocar lá dentro um tacho com água para ferver e assim tirar o cheiro a "novo" e deixar arejar.
Depois comecei por assar umas batatas doces que já tinha em casa. Ficaram deliciosas.
A seguir, já menos timidamente, resolvi arriscar uma tarte improvisada sob o olhar céptico do resto da família.
Como já tinha deixado o forno aberto ontem, ele começou a aquecer logo que o sol apareceu. Hoje, antes de sair de casa coloquei lá dentro a tarte (já estava bem quente) e fui embora.
Ainda não estou muito familiarizada com os tempos, mas como sei que não existe o perigo de esturricar saí descansada. A tarte supostamente estava planeada para o jantar mas à hora de almoço já se podia ter comido.


A filosofia disto é basicamente esta: preparar os alimentos para serem cozinhados (com energia à borlix ), confiar na generosidade do sol português , perguntarmo-nos a nós próprios porque raio é que temos que fazer tudo à pressa se devagar também se chega lá e espantarmo-nos com a ausência de fornos destes em todas as varandas e janelas lusas.
Obrigada Rute por partilhares connosco o teu entusiasmo por estas novidades e por teres a capacidade e a energia para me contagiares sempre irreversivelmente!
Por pouco esquecia-me de dizer que ingredientes usei na tarte:
A base (massa quebrada) foi feita com farinha integral (300g), manteiga vegetal (120g), água (cerca de 70 cl), uma pitada de sal.
O recheio foi um aproveitamento de restos: feijão verde cozido, ervilhas, pimento vermelho cortado às tiras, castanha do maranhão picada grosseiramente, ovos batidos com natas de soja. Polvilhei com coentros (que perderam a cor...).