PASTÉIS DE SOJA


Estes pastéis são consensuais e poupam-me o trabalho de fazer comida a dobrar omnívoros versus vegetarianos. Basta-me somente não mencionar o que contém o recheio e esperar que comecem a comer e, só depois, dar a minha dentada para perceberem que afinal não têm carne...facto comprovado por amigos meus que os comeram em minha casa estas férias.
O facto da massa ser feita com farinha totalmente integral não causa igualmente nenhuma estranheza.
São muito fáceis de fazer e um grande recurso para emergências e para a Maria levar para a escola.
As quantidades dos ingredientes da massa poderão ser pontualmente ajustadas, se necessário, à medida que a forem trabalhando (mais farinha ou água). O recheio também pode ser alterado de acordo com a vossa inspiração ou despensa...estes são apenas um ponto de partida.

INGREDIENTES
Massa
1 cháv. de água
1 cháv. de farinha de trigo integral
1 colher de sopa de manteiga vegetal
sal (1 pitada)

Recheio
1 cháv. de soja granulada
2 dentes de alho
2 folhas de louro
salsa
sumo e casca de limão
1 cebola
1/2 cháv. de polpa de tomate
1 cenoura ralada
pimenta e noz moscada q.b.
1 colh. de sopa de azeite
1 cubo de caldo vegetal


Juntar todos os ingredientes da massa e trabalhar até obter uma consistência maleável e não peganhenta. Se necessário adicionar mais alguma farinha aos poucos. Deixar repousar numa tigela, tapada com um pano, enquanto se prepara o recheio.

A soja deve ser previamente demolhada algumas horas juntamente com os alhos, o louro o sumo e a casca de limão. Se estiverem com pressa levam ao lume adicionando logo o caldo de legumes e deixam cozinhar cerca de 10 min. depois de ferver.

Entretanto refoga-se a cebola picada no azeite, junta-se a cenoura ralada, o tomate e a soja escorrida (atenção retirar a casca de limão e as folhas de louro) e temperar com pimenta e noz moscada. Juntar a salda picada no final e rectificar os temperos.



Retirar pedaços da massa e estender com a ajuda de um rolo numa superfície enfarinhada, mais ou menos fina conforme o gosto. Colocar no centro um pouco do recheio , dobrar e cortar com um copo unindo as bordas.
Vão a cozer no forno em tabuleiro untado de azeite durante cerca de 20 minutos.
Podem também ser cozinhados no forno solar, pré-aquecido.

PANADINHOS DE SEITAN COM MIGAS DE BRÓCOLOS




O facto de às vezes estarmos a cozinhar só para nós não significa que não possamos "dar uma incrementada" (como dizem os brasileiros) na apresentação.
Estes panadinhos de seitan ficaram logo com uma aparência mais cativante. Penso que são uma boa opção para crianças que se estão a iniciar no vegetarianismo.
Cortei um "lombo" de seitan em fatias homogéneas e depois recortei cada uma delas com um molde de bolachas em forma de coração e com um círculo de empratar de tamanho médio. As sobras resultantes dos recortes piquei e reservei para utilizar noutro cozinhado . Temperei os bifinhos com sal, pimenta, alho picado, gengibre fresco ralado, salsa , sumo de limão, um fio de azeite e um pouco de leite de soja. Deixei tomar o gosto durante algumas horas (esta operação pode ser feita de véspera). Depois escorri-os (para retirar os pedaços de alho e salsa agarrados), passei-os por ovo batido e pão ralado (croutons integrais ralados na bimby) e levei a "fritar" na Actifry, com uma colher de sopa, durante 10-15 min. virando a meio do tempo.
As migas foram feitas com seis fatias de pão de aveia, 3 dentes de alho, uma chávena de brócolos (já cozidos a vapor) e coentros. Cortei o pão em pedaços e deixei amolecer em água quente, com azeite, os alhos e os coentros. Depois escorri a água, juntei os bróculos desfeitos com um garfo e envolvi muito bem.
Levei este preparado a saltear numa frigideira antiaderente , com azeite e deixei formar uma éspécie de tortilha com crosta. Decorei com pimento vermelho salteado em azeite e azeitonas pretas.
Simples e saboroso...vegetariano e tradicional. Só para mim...desta vez.

BOLACHAS DE SÉSAMO E FIGOS SECOS








Receita

50 g de farinha de trigo integral
150 g de amêndoas

150 g de sementes de sésamo
8 figos secos
1 ovo
1/2 colh. de chá de canela
2 colh. de sopa de sumo de laranja


Com a despensa cheia de figos secos e amêndoas posso considerar-me uma privilegiada atendendo a que não tive que comprá-los. Fico doida com o preço destes produtos nos supermercados, ainda por cima alguns de proveniência bem duvidosa. Só preciso mesmo é de resistir à tentação de devorar o "conjunto" em doses perigosamente calóricas (eh eh eh eh...). Felizmente existem bastantes "glutõezinhos" em minha casa que me ajudam a esvaziar rapidamente estes "devaneios" gastronómicos...
Ponho os figos de molho cerca de 20 minutos. Escorro e trituro (na bimby ou outro processador de alimentos) juntamente com as amêndoas (peladas). Adiciono a farinha, o ovo batido, as sementes de sésamo, a canela e o sumo de laranja (pode ser de maçã).
Formo pequenas bolas com a massa e achato-as com a mão para ficarem com um aspecto de bolachas. Coloco-as num tabuleiro forrado com um tapete de silicone e levo-as a cozer durante cerca de 20 min. , no forno, a uma temperatura de 170º. Também podem cozinhar no forno solar.

TARTE DE AMÊNDOA EM FILO








Esta foi uma daquelas sobremesas que só me lembrei de fotografar quando já tinha sido praticamente toda comida...foi a primeira vez que fiz e asseguro-vos que é sucesso garantido e não podia ser mais fácil de fazer. O recheio é suficientemente húmido para não encher. Era suposto eu servir isto com um gelado de natas de soja que tinha feito ...mas não deu tempo. Convém servir num dia que recebam amigos (foi o meu caso) porque não vão conseguir parar de comer as sobras.

INGREDIENTES
150 g de açúcar em pó (usei o integral previamente reduzido a pó na bimby)
100 g de manteiga vegetal (uso vitaquell não hidrogenada)
200 g de amêndoa pelada moída
100 g de amêndoa lascada (para enfeitar)
150 ml de leite de soja
1 colh. de sopa de mel
raspa de 1 laranja
1 ovo
1 colh. de chá de canela
2 colh. de sopa de geleia de milho
1 embalagem de massa filo
Misturar o açúcar em pó com a manteiga (vel.5 na Bimby). Acrescentar a amêndoa e de seguida o leite de soja, o mel, a raspa de laranja, a canela e o ovo. Mexer na mesma velocidade.
Pincelar cada folha de massa filo (com água ou um pouco de óleo) e sobrepôr uma a uma numa tarteira (previamente untada- eu não untei porque usei uma tarteira com fundo de cerâmica e lados de silicone amovíveis). Preencher com o preparado e dobrar a massa excedente para dentro. Polvilhar com a amêndoa picada e levar ao forno, aquecido a 180º, cerca de 35 minutos. Depois de retirar do forno pincelar com a geleia de milho.
nota: a próxima vez que fizer esta tarte venho acrescentar a fotografia com a sobremesa inteira...

CARIL DE SOJA


O caril é um tempero muito apreciado em minha casa. Como gosto de ir sempre às origens uso sempre uma mistura caseira ou então compro em lojas indianas (Martim Moniz). A diferença é abismal.
Desta vez lembrei-me de utilizar a soja em pedaços e resultou muito bem com um arroz basmati a acompanhar, polvilhado de passas e côco ralado.
Como se trata de soja, para quem ainda não está muito familiarizado com este ingrediente, convém explicar que esta deve ser sempre previamente hidratada .

Adeus Cozinha das Cores

Não consigo viver sem me reconstruir diariamente.
Quando as coisas deixam de fazer sentido para mim procuro novos caminhos, sem ficar presa a formatos com os quais deixei de me identificar. Não gosto de estagnar. 
Sou uma apaixonada pela cozinha e por tudo o que esteja relacionado com ela. Penso que nunca deixarei de o ser. Tal como outras coisas na minha vida, que me definem, esta é uma delas. Senti necessidade de criar um espaço onde pudesse registar uma coisa que faz muito sentido para mim. Começou tudo de forma muito ingénua, sem grandes expectativas. Foi a vontade de partilhar conhecimentos e ao mesmo tempo de testar a minha capacidade de conseguir criar um blogue sem ajuda, numa altura em que muita gente não sabia o que isso era.
Os primeiros comentários às primeiras publicações apanharam-me de surpresa. Vieram carregados de calor e incentivo. Tal como o meu, quase todos os outros blogues eram genuinamente amadores. Comecei a criar laços com algumas das pessoas. É impossível não deixar de o fazer. Um pouco da nossa personalidade fica gravada aqui, mesmo que pensemos que ela fica resguardada na distância segura de um computador.
Depois, aos poucos, foi-se instalando a insatisfação. A vontade de melhorar a parte técnica e estética, de tornar o blogue num projecto mais consistente, mais adulto. Que consiga passar uma mensagem de forma mais apelativa.
Comecei a achar que este blogue já não me representava. Precisava de uma cara nova, de melhorar a qualidade das fotografias, de valorizar o que sei fazer.
Não é, para já, nenhum intuito económico que me move. Apenas a parte estética, que para mim é fundamental. 
Mas as exigências quotidianas nem sempre se compadecem com a minha necessidade de investir uma grande parte do meu tempo numa coisa que até agora só posso considerar como um hobby.
Para já, tive que pedir ajuda a quem sabe melhor do que eu, neste processo de mudança, mas sem desvirtuar aquilo que sou. 
O cozinha das cores vai deixar de existir mas o meu projecto continua. Agora podem encontrar-me aqui



Pizza Alsaciana




Os italianos mais puristas que me perdoem mas este fim de semana apeteceu-me fazer uma pizza com um aspecto napolitano traindo descaradamente todos os canones da sua tradição.
Esta massa já tinha sido testada anteriormente e foi um verdadeiro sucesso. Faz-se rapidamente e chega à mesa num ápice. O ideal para nos simplificar a vida. É o verdadeiro achado.
Esta descoberta feliz nasceu de uma pesquisa que fiz sobre o significado da palavra alemã Flammkuchen. Fiquei a saber que foi criada por agricultores alemães da Alsácia, tendo servido originariamente para testar o calor dos fornos de lenha: as brasas eram empurradas para um canto de forma a dar espaço a esta massa no meio do forno, a qual cozia em calor intenso em cerca de 1 a 2 minutos.A crosta que formava nos cantos era quase queimada pelas chamas, o nome vem desta forma de cozimento.
Actualmente há quem confeccione esta massa com fermento de padeiro e ovo. Pessoalmente penso que não faz sentido a introdução destes dois ingredientes porque torna o processo mais demorado, obrigando a um tempo de descanso. Não são mesmo necessários.
Basta combinar farinha, azeite, sal e água, trabalhar rapidamente até obter uma massa homogénea e elástica esticando-a de seguida com um rolo sobre uma superfície enfarinhada até que fique bem fina.
Pode ser levada ao forno, aberta ou fechada. Deve ser cozida na temperatura mais alta possível do forno.

Ingredientes  (para duas pizzas)

Massa:
250g de farinha de trigo
2 colh. de sopa de azeite
sal q.b.
125 ml de água

Recheio:
Queijo philadélfia (usei uma embalagem)
Queijo da ilha ralado (usei 100 g)
1 bola de Mozzarella
1 curgete
8 cogumelos médios
sal e pimenta
2 cabeças de alho picadas
azeite qb
oregãos qb

Misturar os ingredientes da massa até obter uma consistência uniforme e elástica. Esticar o mais finamente possível  e colocar em formas furadas próprias para pizza.
Bater o queijo philadélfia de forma a ficar mais cremosoe fácil de espalhar (pode juntar uma colh. de sopa de natas), envolver o queijo da ilha previamente ralado. Temperar com pimenta.Reservar.
Lavar a courgete, retirar as pontas e cortar da forma que gostar (eu cortei em palitos). Fatiar os cogumelos.
Aquecer o azeite e os alhos picados numa frigideira e saltear rapidamente a curgete e os cogumelos de forma a que não fiquem demasiado cozinhados. Temperar com sal e pimenta.
Espalhar a mistura dos queijos cuidadosamente sobre a massa. Colocar os vegetais por cima e de seguida o mozzarella  esfarrapo com as mãos. Polvilhar com oregãos e regar com um fio de azeite.
Levar a cozer em forno pré-aquecido a 250º (ou a temperatura máxima que conseguir) cerca de 10 minutos.

KEEP IT SIMPLE




Há que aproveitar presentes destes  e tratá-los com o carinho que merecem...
As trufas são o melhor exemplo da simbiose perfeita na natureza. Alimentam-se das raízes da árvores e devolvem-lhes os nutrientes de que elas precisam. Uma razão suficiente para colhê-las criteriosamente pelos métodos ancestrais respeitando esse equilíbrio.
Existem muitas formas de as cozinhar mas, depois de muito pesquisar, achei que esta seria a melhor, a que iria valorizar verdadeiramente o seu sabor natural.



Lavei-as bem debaixo da torneira com uma escovinha suave para retirar a terra. Coloquei numa taça com água mudando várias vezes até esta sair limpa.
De seguida laminei-as com um descascador de legumes (com uma faca também é possível porque são tenras). De seguida foram rapidamente salteadas em azeite, alho e um pouco de tomilho e no final temperadas com flor de sal.
Deliciosas.


Pão de aveia trigo integral e espelta


Ultimamente tenho andado a fazer um pão diferente por dia. Cá por casa ainda ninguém se queixou, mesmo sabendo que quase nunca uso farinhas brancas. As provas de sabor e textura têm sido superadas ao fim de algumas tentativas menos felizes que acabaram em pães massudos e encruados.
Fico contente com o resultado dos meus esforços e teimosia. Os meus filhos já se tornaram consumidores exigentes e perceberam que o pão feito em casa é, na maioria das vezes, substancialmente mais saudável (e barato) do que o que se compra na padaria.

Ingredientes

2 colh. de chá de fermento seco (usei biológico)
350 ml de água
250g de farinha de trigo integral
125 g de farinha de espelta
125 g de farinha de aveia (triturei os flocos que tinha em casa )*
1 1/2 colh.de chá de sal
1 colh. de chá de mel
flocos de aveia para decorar

Preparação

Método manual:

Misturar o fermento com 100 ml de água numa taça. Deixar descansar por 5 min. Misturar as farinhas e o sal numa taça grande. Fazer uma cova no centro e deitar a água com o fermento e o mel. Adicionar metade da água reservada e envolva com as farinhas e vá juntando pouco a pouco a que reservou até formar uma massa forte e pegajosa.
Deite a massa numa superfície levemente polvilhada de farinha de aveia. Amasse até ficar durante cerca de 10 minutos até ficar macia e elástica. Colocar numa taça e cobrir com um pano deixando levedar cerca de 1:30 m ou até duplicar de tamanho. Decorrido este tempo pressione a massa com o punho para retirar o ar e deixe descansar 10 minutos.
De seguida tende-se a massa com a forma desejada: pão de forma ( neste caso deve untar-se uma forma com a capacidade de 500g ) ou outra.Cobrir novamente com o pano e deixar levedar novamente cerca de 1h.
Pincelar o pão com água e polvilhar com flocos de aveia. Cozer cerca de 1h em forno pré-aquecido a 230º até ficar castanho dourado e soar a oco quando lhe bater por baixo.

COMO EU FIZ:

Deitei os ingredientes (começando pelos líquidos ) na Máquina de fazer pão e marquei o programa amassar e levedar. Decorrido esse tempo retirei a massa da cuba e tendi a massa sobre uma superfície polvilhada com um pouco de farinha de milho dando-lhe uma foram oval e rústica.
Foi ao forno a cozer sobre uma pedra de terracota pré-aquecida a 230º durante 35 minutos.
Bastante menos dramático não?
Numa casa onde se faz muito pão todas as ajudas são bem recebidas :)

* A farinha de aveia encontra-se à venda  em lojas de produtos naturais e supermercados biológicos . Como tenho sempre pacotes de flocos integrais de aveia em casa (para fazer granola e barrinhas de cereais) triturei-os na Bimby vel.9.


Com mel , manteiga ou queijo....

Bolinhos de espelta e sementes de papoila


Pois é, ninguém resiste a um domingo de chuva intermitente sem que os habitantes da casa rondem constantemente a cozinha à procura de alguma coisa para aconchegar o tédio. A sorte é que existe sempre "alguém" que sente esta energia no ar e se encarrega de aplacar desejos.
Nada que um chá quente e uns bolinhos bem avantajados não resolva...




Ingredientes
250 g de farinha de espelta
1 1/2 colher de fermento para bolos
1/2 colher de bicarbonato de sódio
1/2 colher de chá de sal
2 colheres de sopa de sementes de papoila
1 ovo
175 ml de leite 
150g de açúcar (usei integral demerara)
raspa de 1 limão
60 g de manteiga sem sal (derretida)

Preparação

TRADICIONAL

Passar a farinha, o sal,  o fermento e o bicarbonato por um passador para uma taça. Juntar as sementes de papoila e envolver. Juntar os restantes ingredientes noutra taça e mexer até ficarem bem misturados. Verter esta mistura sobre a outra taça. Envolver com uma espátula até formar uma mistura húmida. Levar a cozer em formas (untadas e enfarinhadas ou de silicone) em forno pré-aquecido a 190º cerca de 20 minutos.

BIMBY

Tamisar a farinha, o sal,  o fermento e o bicarbonato no copo da bimby 20segs/vel.9. Retirar, juntar as sementes de papoila e reservar. Juntar os restantes ingredientes e programar 1 min./vel. 3,5. Adicionar a mistura seca e misturar 20 segs/vel.4-5.Repetir o restante processo descrito acima.

Bolo de Banana com Crumble de Avelã


As minhas http://asminhasmaosverdes.blogspot.pt/2010/07/bananas-algarvias.htmlbananeiras têm sido muito generosas. Sempre que trago um carregamento da quinta faço este bolo para festejar e agradecer mais um ano de sobrevivência às geadas.

INGREDIENTES

Cobertura:

90 g de farinha (usei de espelta)
80 g de avelãs picadas (eu pico grosseiramente com uma faca)
120 g de açúcar mascavado
1/2 colh. de chá de sal
3 bananas grandes e maduras
sumo de 1 limão
80 g de manteiga s/ sal derretida

Bolo:

280 g de farinha de trigo com fermento
1 colh. de chá de fermento em pó
250g de iogurte natural
1 c. de chá de extracto de baunilha
90 g de manteiga s/ sal
150 g de açúcar
2 ovos grandes

Método tradicional
Pré-aquecer o forno a 180º. Untar uma forma e forrar com papel vegetal (usei uma quadrada de silicone)-
Começar por fazer ao crumble misturando a farinha, as avelãs, o açúcar e o sal numa tigela. Despejar a manteiga derretida sobre os ingredientes secos e misturar com uma espátula até obter uma textura de farelo grosso. Reservar no frigorífico.
Misturar os ingredientes do bolo e bater até conseguir obter uma massa homogénea. Deitar na forma e alisar. Descascar as bananas, cortar em fatias e envolver no sumo do limão. Espalhar uniformemente sobre a massa do bolo e , no final, salpicar com o crumble de avelãs. Levara cozer cerca de 35 a 40 min. Deixar arrefecer por 10 minutos na forma.

Bimby

Pré-aquecer o forno a 180º. Untar uma forma e forrar com papel vegetal (usei uma quadrada de silicone)-
Deitar no copo da bimby as avelãs e carregar no turbo 3 vezes, juntar os restantes ingredientes do crumble e programar 5 segs/vel 4 até até obter uma textura de farelo grosso. Reservar no frigorífico.
Colocar no copo os ingredientes do bolo e bater 10 segs/vel.3 até conseguir obter uma massa homogénea. Deitar na forma e alisar. Descascar as bananas, cortar em fatias e envolver no sumo do limão. Espalhar uniformemente sobre a massa do bolo e por cima destas espalhar o crumble de avelãs. Levar a cozer cerca de 35 a 40 min. Deixar arrefecer por 10 minutos na forma.

BOLO MÁRMORE DOS INCAS



Atenção...não se trata de um simples bolo mármore...a combinação de ingredientes, completamente diferente do clássico bolo fumegante que víamos sair do forno das nossas avós transporta-nos para outras paragens longínquas e exóticas quebrando regras e tradição tudo por culpa da quinoa.

Ingredientes:
120 g de farinha de arroz *
1 c. café de fermento para bolos (de preferência biológico sem fosfatos)*
120 g de açúcar amarelo
3 ovos (gemas e claras separadas)
60 g de puré de amêndoas (sem ser torradas)**
60 g de azeite
60 ml de leite de arroz*
1 c. café de baunilha em pó
25 g de cacau em pó
sal

método tradicional:

Pré-aquecer o forno a 180º. Peneirar as farinhas e o fermento para uma taça. Noutra taça bater o açúcar com as gemas de ovos até obter uma mistura fofa e esbranquiçada. Dissolver o puré de amêndoas com o azeite e juntar à mistura anterior envolvendo tudo muito bem e de seguida o leite de arroz. Deitar esta preparação na taça das farinhas e misturar até obter uma pasta homogénea.
Dividir esta preparação em partes iguais e adicionar a baunilha a uma e o cacau a outra.
Bater as claras em castelo firme com uma pitada de sal. Incorporar metade, delicadamente, com a mistura de baunilha e a outra metade com a mistura de cacau.
Forrar uma forma com papel vegetal. Deitar a metade da mistura de baunilha e alisar com uma espátula. Por cima espalhar a mistura de cacau e alisar novamente. Repetir a operação. Levar a cozer cerca de 40 min. fazendo o teste do palito.
Cobrir com uma folha de papel vegetal se, entretanto verificar que a parte superior está a ficar demasiado tostada.
Desenformar para uma rede de bolos e deixar arrefecer bem antes de cortar em fatias.



bimby:


Pesar todos os ingredientes na bimby.Pré-aquecer o forno a 180º. Deitar as farinhas e o fermento no copo da bimby, tapar com o copinho medidor e programar 3segs./vel.9. Retirar e reservar. Colocar a borboleta no copo e bater os ovos inteiros com o açúcar 3 min./37º/vel.3,5. De seguida , programar, já sem temperatura mais 3 min./vel.3,5. Retirar a borboleta. Adicionar o puré de amêndoas previamente dissolvido no azeite e juntar à mistura anterior envolvendo tudo muito bem e de seguida o leite de arroz na vel. 3/1 min. Programar mais 2 min./vel.3 e ir juntando às colheradas as farinhas e o fermento.
Retirar metade desta preparação para uma taça e adicionar a baunilha. A parte que ficou no copo adicionar o cacau na vel.4 até ficar bem envolvido.Caso a mistura esteja demasiado consistente podemos adicionar mais um pouco de leite de arroz.
Nos passos seguintes seguir o procedimento explicado no método tradicional.

* todos estes produtos podem ser encontrados nas lojas Celeiro, Miosótis e Terra Pura
**O puré de amêndoas pode ser feito na bimby e pode ser substituído por pasta de sésamo clara (tahini)



Malai Peda e um livro



Tenho uma amiga que sabe sempre quais são os livros que eu vou devorar rapidamente.Se existisse mesmo um " Cemitério dos livros esquecidos" * a casa dela seria a sucursal portuguesa. Cada livro que lemos aproxima-nos mais um passo do Mundo, areja-nos a alma enriquece-nos o espírito, faz-nos sonhar e, de alguma forma dá-nos esperança.
Pois aquele que acabei de ler recentemente , A VIAGEM DOS CEM PASSOS de Richard C. Morais , apesar de não ser um livro de receitas é estranha e deliciosamente comestível do principio ao fim.  Por isso resolvi pegar no nome de um doce indiano que lá vem referido pelo personagem principal como fazendo parte das suas memórias de infância para tentar reproduzir esse sabor que o fazia feliz e aproximar-me um pouco desse lugar do Mundo.
Obrigada Ana C.estes Malai Peda são dedicados a ti e à nossa amizade.

INGREDIENTES
1 1/2 cháv. de leite (gordo de preferência)


1 lata de leite condensado
1 colh. de sopa de farinha maizena
1/4 colh. chá de ácido cítrico
1/4 colh. chá de cardamomo em pó
1 colh. sopa de ghee (manteiga clarificada)
1 pitada de açafrão
pistachios picados para decorar

Aquecer a manteiga numa caçarola, juntar o leite condensado, o leite e o ácido cítrico (previamente dissolvido num pouco de água). Deixar coalhar e adicionar a maizena (dissolvida em água) e o açafrão. Continuar a cozinhar em lume brando até que a mistura se descole das paredes da caçarola, juntar o cardamomo, mexer e retirar do lume. Deixar arrefecer antes de moldar na forma de pedas. 

* in "A Sombra do Vento" de Carlos Ruiz Zafón

NÃO É UM FOLAR

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Tenho este bolo na mira desde que comprei o Livro Massa e Doces da Bimby. Não sei o que nos faz gostar mais de uma receita em especial ou acreditar que a mistura de sabores irá resultar...mas este bolo pareceu-me perfeito para esta época da Páscoa e foi um verdadeiro sucesso no almoço de familia. São quatro texturas diferentes que se misturam logo na primeira garfada surtindo exactamente o efeito que eu imaginava. Por outro lado a presença da amêndoa não deixa de manter a tradição ainda que de forma subtil 

CROCANTE DE MAÇÃ

Cobertura

100 g de farinha (usei espelta)
100 g de açúcar
100 g de amêndoa ( pelada)
100 g de manteiga

Bolo base

190 g  de açúcar
50 g de amêndoas (pelada)
3 ovos
90 g de farinha (usei espelta)

Puré de Maçã

5 maçãs descascadas e descaroçadas (usei reineta)
100 g de água
1 pau de canela

Mousse de Queijo

4 folhas de gelatina incolor (usei agar-agar )
50 g de água
100 g de açúcar
3 gemas de ovo
400 g de natas
200 g de queijo fresco para barrar (usei Philadélfia)

Preparação da cobertura:
Pré- aquecer o forno a 180º. Colocar no copo da Bb todos os ingredientes e programar 20 segs/vel 4. Estender a massa num tabuleiro untado e levar ao forno cerca de 15 min. ou até dourar. Partir a massa grosseiramente, colocar num saco de plástico e reservar.

Preparação do bolo:
Colocar 100 g de açúcar numa frigideira anti-aderente em lume brando.Quando estiver derretido (se não acrescentar um pouco de água isso não acontece...) adicionar as amêndoas e envolver. Deitar numa superfície untada, espalhe e deixe arrefecer.Deitar no copo da Bb e pulverizar 10 segs/vel.9. Reservar.
Colocar a"borboleta", deitar o restante açúcar e os ovos e programar 5 min./37º/vel.3. Voltar a bater mais 3 min./vel.3. Retirar a borboleta e incorporar a farinha, a amêndoa triturada e misturar 15 segs/vel.3. Deitar numa forma com fundo removível de 25 cm previamente untada e polvilhada.
Levar ao forno pré-aquecido a 180º cerca de 15 min. Reservar.

Preparação do puré:
Deitar todos os ingredientes no copo e programar 15 min/100º/vel.1. Retirar o pau de canela e triturar 5 seg/vel.3. Deitar para um ataça e deixar arrefecer-

Preparação da mousse:
Deitar as folhas de gelatina (ou o agar-agar) numa taça com um pouco de água para hidratar. Reservar.
Colocar a "borboleta" no copo, a água, o açúcar , as gemas e programe 5 min/90º/vel.2.
Retirar a borboleta e programe 1 min/vel.3 deitando a gelatina escorrida através do bocal da tampa. Retirar o copo da base para que arrefeça. Incorpore as natas e o queijo e programe 30 segs/vel.3.

Montagem:
Deitar o puré sobre o bolo base, por cima do puré a mousse e por fim a cobertura reservada (este último passo no livro só se faz depois de desenforamar o bolo, mas pessoalmente, entendo que assim fica melhor). Levar ao frigorífico 4 horas no mínimo antes de desenformar. Antes de servir polvilhei com açúcar em pó. 

FAVAS CONTADAS...


Fui à horta e já lá estavam, as primeiríssimas deste ano, colhidas  uma a uma com cuidado e reverência por estes sinais que a Primavera nos traz. Ainda são poucas, eu sei, mas merecem um especial e doce destaque.
Vagem a vagem, pele a pele , fui somando e pesando antecipando a euforia de algo diferente e incrivelmente delicioso.
Que venham mais que estas já são favas contadas :)
QUEQUES DE FAVA
(rendem 8 )
Massa
100 g de manteiga sem sal
150 g de açúcar em pó
3 ovos (ou 2 grandes)
70 g de farinha de espelta integral (podem usar a que quiserem)
1/3 de c. chá de fermento para bolos
100 g de amêndoa em pó
60 g de favas (retiradas das 150g que foram cozidas em calda)*
Cobertura
150 g de favas
60 g de açúcar (usei demerara)
grãos de baunilha
150 g de água
nozes (ou amêndoas para decorar)
Aquecer o açúcar, a baunilha e a água em lume alto até o açúcar dissolver.Adicionar as favas (previamente cozidas e sem pele) e deixar absorver a calda durante 2 min. Desligar o lume.
Escorrer a calda das favas para um recipiente. Reservar.
Retirar 60 g das favas escorridas e esmagar com um garfo.
Bater a manteiga com o açúcar em pó. Juntar gradualmente os ovos e a mistura de farinhas e fermento (previamente peneirados), batendo entre cada adição.Envolver o puré de favas.
Deitar em formas untadas com manteiga (ou de silicone) e por cima de cada uma colocar algumas favas inteiras (reservadas da calda) e nozes picadas.
Levar a cozer em forno pré-aquecido a 170º cerca de 20 minutos.
Retirar das formas colocar numa rede e pincelar cada um com a calda.Posted by Picasa

BAGELS AO PEQUENO-ALMOÇO



Hoje apeteceu-me repetir esta receita que já tinha experimentado há uns anos e que nunca cheguei a publicar (as fotos são dessa altura).
Apesar de actualmente serem associados ao pequeno-almoço dos Nova Iorquinos são originários dos judeus da Europa de Leste.
Pessoalmente adoro comê-los torrados. Basta retirá-los directamente do congelador (onde foram guardados já cortados ao meio) e introduzir na torradeira. A sua textura característica (exterior brilhante e esponjoso e interior denso e tenro) resulta do facto de serem previamente escalfados em água antes de irem ao forno.

O único local onde se encontram à venda (na versão simples e com sementes) , pelo menos que eu saiba, é na padaria do Corte Inglés. Mas não há razão para não se poderem fazer em casa, sobretudo porque a receita que aqui trago também pode ser adaptada às Máquinas de Fazer Pão utilizando-se o programa Massa, o que reduz consideravelmente todo o processo de preparação.

INGREDIENTES

500 g de farinha  de espelta
1 1/2 c.de sopa de açúcar
350 ml de água
2 c. de chá de fermento seco (ou 15 g de fresco)
1 1/2 de chá de sal
sementes de sésamo e de papoila q.b. para polvilhar

Misturar o fermento e o açúcar com 100 ml da água numa taça. Aguardar cerca de 5 min. Deitar a farinha para uma taça grande e envolver o sal. Fazer uma cova no centro e verter a água com o fermento. De seguida, adicione mais 125 ml da água e misture bem com a farinha. A restante água vai-se adicionando gradualmente até obter uma massa firme e húmida.
Deitar a massa numa superfície de trabalho polvilhada de farinha. Amassar cerca de 10 min. até ficar macia e elástica. Se necessário adicionar mais farinha para amassar melhor.
Formar uma bola e colocar a massa numa taça untada, virando-a para a revestir. Cobrir com um pano de cozinha. Deixar levedar cerca de 1h ou até duplicar de tamanho. Retire da taça e deixe em repouso mais 10 minutos. Cortar em 8 pedaços. Tender cada pedaço numa bola. Inserir um dedo enfarinhado no centro de cada uma, esticando e alargando esse buraco.
Colocar os bagels num tabuleiro de ir ao forno levemente untado (uso um tapete de silicone). Cobrir com um pano húmido e deixar descansar durante 10 minutos. Entretanto levar água a ferver numa panela grande e quando começara ferver reduzir o lume. Deitar dois bagels de cada vez, nessa água, com uma escumadeira, e ferver cerca de 1minuto até subirem à superfície, virando-os uma vez. Retire e deixe escorrer num tabuleiro de rede ou grelha.
Tranferir os bagels escorridos para o tabuleiro de ir ao forno, pincelar com água (ou clara de ovo) , polvilhar com as sementes e levar a cozer durante 20 minutos em forno pré-aquecido a 200º-220º até ficarem dourados.

MINI-BRIOCHES E ERVA MATE

Pronto reconheço que estes bolinhos/queques/muffins/o que quiserem chamar-lhe foram um pretexto para pôr em destaque a minha taça própria para degustar chá de erva-mate...não é linda?
"De acordo com uma lenda da América do Sul a Erva Mate foi o prêmio dado pelos deuses a um herói guerreiro que abateu em luta justa um enorme jaguar. O deus fez nascer a planta e ensinou a usar a bebida para recuperar as forças. Mais para o Sul os charruas contam que um enviado de Tupã, em agradecimento à hospitalidade de Itabaetê e sua filha Yarí, presenteou-os com uma planta "repleta de folhas verdes, donde se desprendia um perfume de bondade, talvez o mesmo perfume de Tupã". Disse ainda Deus à Yiarí - "serás a protetora das florestas que haverão de surgir. Os guerreiros provarão a mesma delícia de teu carinho ao sorver esta bebida: as caminhadas de guerra serão menos fatigantes e os dias do descanso mais felizes".

Desde então a erva mate (Caa Yiarí) passou a ser a principal bebida dos povos do sul e centro sul do país, e também dos países vizinhos, Uruguai, Argentina, Paraguai e Bolívia.
Tradicionalmente, a folhagem verde seca e moída é colocada numa cuia de cabaça, também chamada de porongo ou purunga, com uma bomba - o tubo de prata alargado na ponta em forma de coador ( o que estão a ver na imagem). Vertendo-se água fria, toma-se o tererê. Vertendo-se água quente toma-se o mate ou o chimarrão.
O tererê ou chimarrão são complemento de sociabilidade, ou seja, deve-se tomar acompanhado de outras pessoas e obedecendo a certo ritual:
Colocar o mate na cuia até ocupar 2/3; acomodar a erva de um lado da cuia; colocar no fundo da cuia, água fria ou morna, só molhando o fundo. Deixar até que a erva fique inchada. Tapar o bocal do tubo de prata com o polegar e levar até o fundo da cuia. Encher a cuia com água quente (nunca fervida). O mateador (eu fiz isso...eh eh eh) sorve e cospe a primeira infusão porque é muito amarga. Volta a encher a cuia e é o primeiro a beber. Enche de novo e oferece a primeira pessoa a sua direita...voluntários ;)?
Para ficarem a conhecer as propriedades deste chá consultem o link abaixo.

E agora o acompanhamento...
 
INGREDIENTES
1 iogurte de soja natural
3 ovos
1/2 caixa do iogurte de azeite
1  caixa  "      "  de açúcar integral (usei demerara)
3 caixas "      "   de farinha de trigo T65
1 saqueta de fermento
1 tablete de chocolate preto (100 g)
1 pitada de sal
Deitar o iogurte numa taça, juntar os ovos e o azeite e de seguida o açúcar, o sal, a farinha e o fermento. Misturar até envolver tudo. Colocar uma colher de sopa em cada uma das formas e por cima um quadrado de chocolate. Cobrir com outra colher de sopa da massa. Levar a cozer cerca de 10 min.  no forno pré aquecido a 180º.           

MUFFINS DE MILHO E UM DOCE INESPERADO


Estes muffins são a versão mini do pão de milho tradicional. Por isso sintam-se à vontade para o fazer numa versão pão-de-forma para fatiar. Tem um sabor quase neutro que combina na perfeição com qualquer coisa doce ou então como acompanhamento de refeição salgada, bastando para isso retirar-lhe o açúcar e acrescentar azeitonas picadas, pimento, ou qualquer erva, à massa.
Desta vez foram a tela perfeita para um doce feito com bagas de sabugueiro apanhadas nas traseiras da igreja perto de minha casa. É verdade, em Lisboa existem muitas árvores de fruto desperdiçadas e faz-me pena deixar estragar em tempo de crise.

Mas atenção, não se ponham para aí a recolher frutos pela cidade sem ter a absoluta certeza de que são comestíveis...no caso dos sabugueiros existem alguns arbustos semelhantes mas cujas bagas são tóxicas.


Quando apanhava as bagas vinha-me à ideia a quantidade de pessoas desocupadas que preferem pedir esmola o dia inteiro com um ar estudadamente sofredor, sentadas a observar aqueles que correm para os empregos e regressam ao fim do dia para as suas casas também a correr para fazer o jantar...


Ingredientes (para 12 muffins)

125 g de farinha de milho (1/2 cháv.)
250 g de farinha de trigo T65 (1 cháv.)

50 g de açúcar (1/4 cháv.)

15 g de fermento p/ bolos (1 colh. sopa)

5 g de sal (1 c. de chá)

375 ml de leite (1 1/2 cháv.)

175 g de manteiga (3/4 cháv.)

2 ovos

Aquecer o forno a 200º. Untar 12 forminhas (não é necessário se usar de silicone) ou uma forma de bolo inglês (se optar por fazer um pão). Misturar as farinhas, o açúcar, o fermento e o sal. Bater os ovos, levemente, à parte. Adicionar o leite e a manteiga, previamente derretida e arrefecida. Mexer bem. Juntar esta mistura à das farinhas. Colocar nas formas. Levar ao forno cerca de 18-20 min. até ficarem ligeiramente douradas. Se for pão aumentar o tempo cerca de 5-7 minutos.

TARTE DE ABÓBORA E TOFU COM ESPECIARIAS






A minha cozinha foi invadida por abóboras de todos os tamanhos e feitios. Sempre que consigo arranjar tempo ( e força...) agarro num daqueles gigantes e transformo-me num verdadeiro Hércules da cozinha com uma faca gigante e reduzo-as a inofensivos cubinhos bem comportados que guardo na minha arca congeladora à espera de inspiração. Desta vez lembrei-me do livro de Rose Elliot "O Chef da Cozinha Vegetariana" e resolvi repetir uma receita que já tinha experimentado há dois anos nesta época do Natal.
A Rose Elliot é uma cozinheira "colorida" como eu gosto e está a anos luz da oferta que existia para os vegetarianos, macrobióticos e vegans quando eu tinha dezoito anos...altura em que este tipo de alimentação era "cinzento" e triste e a oferta quase inexistente.
O aroma e o sabor das especiarias é fundamental para enriquecer este doce.

INGREDIENTES

massa:

.300 g de farinha integral fina de trigo

.150 g de manteiga ou margarina vegan (i.e. vegetal)

.1/2 colh. de chá de sal

.água fria (usei três colh. de sopa)

.açúcar em pó para polvilhar (usei demerara mascavado claro pulverizado na bimby)

.leite de soja ( usei 3 colh. de sopa)
.canela moída para polvilhar


recheio:

.500 g de abóbora cozida

.275 g de tofu

.125 g de açúcar amarelo (usei o mesmo referido em cima)

.1 colh. de sopa de melaço de cana

.1 colh. de sopa de canela
.1/2 colh. de chá de gengibre moído

.1/2 colher de chá de raspa de noz moscada

Cozi a abóbora em cubos e enquanto escorria misturei a farinha a manteiga e o sal na bimby durante 1 min na vel. espiga e depois uns segs. na vel.6 até ficar com aspecto de migalhas de pão grossas ( pode-se misturar com os dedos numa tigela). Depois juntei a água e bati na vel.6 até formar uma massa moldável. Coloquei esta sobre um tapete de silicone estendi-a em forma de círculo e coloquei-a numa forma de fundo amovível (de cerâmica e lados de silicone) ajustando-a bem e cortando o excesso ( que reservei).
Depois misturei a abóbora com os outros ingredientes do recheio e reduzi tudo a puré no copo da bimby à vel.5 durante uns segs. que introduzi na forma alisando a parte de cima.Voltei a amassar (à mão) os restos de massa estiquei e pincelei com leite de soja e polvilhei com açúcar e canela. Cortei às tiras e coloquei por cima do recheio atravessadas.
Foi a cozer em forno pré-aquecido a 180º durante 40 min. A cobertura tem que ficar estaladiça.

Pode comer-se quente ou frio.
Pessoalmente acho que fica óptimo ligeiramente aquecido com natas de soja ou gelado ou iogurte e até mousse de lima.
NOTA: podem experimentar utilizar massa folhada ou massa filo em alternativa à massa que aqui refiro.

GIRLS COCKTAIL

  Este post deveria ter sido publicado há muito tempo, mas por alguma razão esqueci-me de o fazer. Não sou grande apreciadora de bebidas alcoólicas, salvo raras excepções e sempre dentro de limites aceitáveis. Surgiu-me a ideia após ter comprado esta garrafa para oferecer a uma amiga e por ter achado interessante a combinação de sabores (vodka, cognac, lichias e framboesas) e sobretudo por ter um reduzido teor alcoólico. Bem...na verdade, quem conseguiria resistir a esta coisa tão cor-de-rosa a chamar pelo que de mais feminino existe em cada uma de nós?
Com a ajuda (e o ar de gozo) do meu irmão enólogo, relativamente ao cálculo das proporções inventei este cocktail que partilhei com a minha irmã Ana e a minha cunhada Carla...cheers para nós as girls !!!

Quantidades para 3 taças:

90 cl da bebida da garrafa (..ou mais se quiserem ficar muuuuiiiito alegres)
1 pacotinho de polpa de goiaba congelada (só para tornar a coisa mais inócua)
água tónica  q.b.
1 colh.de sopa de sumo de limão (ou lima)
amoras (para decorar)

Molhar os bordos de cada uma das taças com sumo de limão e de seguida rodá-los sobre um recipiente contendo um pouco de açúcar (...para dar aquele toque especial...). Triturar a polpa da fruta (ainda congelada) na Bimby (ou outro processador) juntamente com a bebida. Distribuir em partes iguais pelas taças. Juntar um pouco de água tónica e umas gotas de limão a cada uma. Decorar com uma ou duas amoras.